06 outubro, 2011

THE UNITED STATES OF SADNESS [Parte III]

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Continuando a semana AM2, a entrevista de agora foi para a edição 97 da CURE. Mais tarde postaremos também scans da revista~



Sadie: OS ESTADOS UNIDOS da TRISTEZA

Nesta edição da Cure, nós relatamos a primeira performance de Sadie fora do Japão, “OS ESTADOS UNIDOS DA TRISTEZA”, que aconteceu em Los Angeles, EUA. Seu segundo álbum, “COLD BLOOD”, fez o mundo deles mais profundo. Com este novo ponto de vista, eu pergunto sobre como eles se vêem fora do Japão... Nesta entrevista, eu perguntei a cada membro sobre sua performance nos EUA, a turnê final adiada em Sendai depois que eles voltaram, e sobre o único show de aniversário de 6 anos.

Cure: Eu fiquei surpresa em saber que esta é a primeira apresentação de vocês fora do Japão.
Mao: Correto. Depois que eu soube que íamos com certeza, eu perguntei meus amigos sobre as performances que fizeram fora do Japão. Eles todos me disseram a mesma coisa, que nós sempre teríamos problemas. Felizmente eu sou o vocalista, então eu não preciso me preocupar com problemas com equipamentos, mas honestamente sempre me preocupei se algo acontecesse. Para este show, eu não estava preocupado porque sabia que poderíamos ter a mesma performance que temos no Japão. Claro, eles não entendiam as letras em japonês, mas desde o começo, eu estava fazendo shows muito mais para deixar o público sentir minha alma do que só entender as letras, então não foi muito diferente das coisas que eu já havia sentido antes.
Aki: Eu achei que seria difícil, mas – graças aos nossos staffs de sempre terem vindo conosco do Japão – isso não foi tão difícil. Eu apenas queria um local para colocar a maquiagem e o baixo. Eu me senti aquecido quando vi muito mais pessoas do que eu esperava no evento ao vivo.
Mizuki: Esta foi minha primeira vez no exterior, e eu estava nervoso. Mas não foi difícil, foi divertido.
Kei: Eu disse a mim mesmo para estar preparado para qualquer coisa, mas foi ótimo. Mesmo que haja algum problema nós não nos entregamos, tínhamos apenas que fazer um acordo. Nós quase temos que desfrutar destes problemas quando estamos no exterior.
Tsurugi: Eu aceito tudo que vem até mim. (risos)

Cure: Eu notei que Tsurugi estava tentando falar com fãs que não falam japonês. Isto foi impressionante.
Tsurugi: Se eu fosse eles, ficaria muito feliz se alguém fizesse isso comigo. Eu sabia que eles queriam a mesma coisa que os fãs japoneses querem quando eu olhos em seus olhos, eu não tenho que agir de forma diferente ou coisa assim.

Cure: A propósito, vocês têm muito tempo para encontrar os fãs depois do show, certo? Como são os fãs americanos?
Aki: Eles foram muito educados. Durante a sessão de cumprimentos/autográfos nós não tivemos tempo o bastante com ninguém na longa fila, e nós tivemos que cortá-la, mas quando nós nos desculpamos, eles disseram “não precisam se preocupar”. Também notei no “Meet&Greet”, no qual respondemos perguntas de fãs ao longo da mesa; eles vinham até a mesa muito animados, mas uma vez sentados, eles ficavam muito tímidos.
Mizuki: Todos foram muito puros. Eu estava aliviado. E eu notei que muitos deles conheciam japonês. O “Meet&Greet” é mais ou menos isso, mas eles geralmente começam a conversa em japonês.
Kei: Eu recebi cartas escritas em japonês. Elas me fizeram sorrir.
Tsurugi: A reação no show é um pouco diferente do que no Japão. Os fãs americanos ficam animados com cada solo da guitarra. Eles são bons para nos colocar prá cima (no sentido de dar ânimo).

Cure: Você é influenciado pelo público?
Tsurugi: Eu estava planejando colocar tudo na direção deles de qualquer forma, então eu não fico muito influenciado, mas os shows ao vivo é o tipo de coisa que fazemos COM o público. Esse é o meu pensamento constante e pessoal. Se for só de um ou lado ou só de outro, mas não os dois juntos, não há uma harmonia no show. Mas como desta vez, nós mantivemos uns aos outros entusiasmados. Eu acho que foi incrível.
Mizuki: Gritando e batendo palmas só porque eu dava um passo para frente, eu fiquei surpreso! (risos) Bem, eu acho que foi a única diferença. Eu não senti nada estranho.
Mao: No Japão, existem partes que de alguma forma lembram uma coreografia. Do tipo “nós temos que fazer isso aqui, e temos que fazer aquilo ali”. E foi memorável ver os fãs americanos que não sabiam estas regras se divertindo livremente. Este é literalmente “o país da liberdade”. Eles reagem às diferentes partes de acordo com o que eles sentem. Eu só queria ter a mesma performance lá, então eu não me empolguei. Eu estava concentrado no que eu queria fazer.

Cure: Quando eles reagem às diferentes partes, não fazem você se sentir diferente? Não te faz pensar sobre isso?
Mao: Eu senti isso no começo. Então quando eu pensei entender a forma como eles reagiam, eu estava pensando se poderíamos mudar nossa apresentação para uma versão americana. Mas eu realmente não sabia quando exatamente eles reagiriam. Por exemplo, quando tem partes calmas na música, no Japão o público fica quieto. Mas nos EUA, eles gritam e batem palmas. Então eu penso que talvez se eu cantasse mais artes calmas, ou fizesse uma mudança no tom da minha voz, eles poderiam sentir mais fácil como é a música. Mas tem partes calmas a que eles não reagem dessa forma. Eu não consegui prever isso nem um pouco, então decidi fazer o que geralmente faço. Por fim, eu só queria aproveitar o show e pensar “Eu estou realmente feliz por ter vindo aqui hoje. Agora eu posso lidar com minha vida de novo amanhã.”
Kei: Eu estava da mesma forma. Eu não tinha planejado nada diferente. Eu queria que eles nos vissem como temos feito o Sadie no Japão. Uma coisa é que no Japão, o staff coloca o sync do som para as músicas, mas eu tive que fazer isso por conta própria lá. Então eu estava nervoso sobre o intervalo entre as músicas que tínhamos. Mas mesmo nos intervalos eu escutava os gritos e palmas. Então eu não fiquei estressado, eu pensei e controlei o som perfeitamente (risos). Esta foi a única coisa com a qual eu estava preocupado, o resto foi ótimo.

Cure: E você Aki?
Aki: Como disse Mao, eles reagiram às diferentes partes. Mas eu sabia que o público gostava do que fazíamos e por isso foram ao show lá, então eu não pensei que deveríamos fazer algo de diferente. Eu queria mostrar para o público americano tudo o que vivenciamos naquele grande show. Foi isso que tentei me lembrar sempre.

Cure: Como é que acabaram (terminaram o show)?
Aki: Eu senti que eles gostaram muito, e acima de tudo, eu senti isso de minha parte também. Primeiro, eu não sabia o que era perfeito para o público americano, mas desisti de pensar sobre isso e só fiz o show. Agora que nós fizemos uma vez, eu quero fazer de novo. Eu quero ver diferentes reações nos diferentes países.

Cure: Isso fez com que sua visão fosse ampliada?
Aki: Esta não foi uma viagem de férias, então eu quero que esta viagem seja o primeiro passo para fazer nosso mundo maior, claro. E eu penso que foi isso. Agora nós sabemos que existem muitas pessoas esperando por nós fora do Japão. Claro que nós vamos continuar a fazer shows no Japão, mas eu quero usar essas coisas que aprendemos e que ganhamos no exterior de volta para o Japão. Este seria nosso ideal.

Cure: Então, agora eu vejo um novo ideal para vocês no futuro, estou muito animado por vocês. A propósito, haverá a turnê COLD BLOOD em Sendai e o show de 6 anos de aniversário depois que vocês voltarem. Vocês pretendem compartilhar as experiências que tiveram nos EUA?
Aki: Para o show em Sendai, eu não penso muito sobre o que tivemos nos EUA, mas sim como apenas o show final da nossa turnê. O último show tinha sido planejado para acontecer em Akasaka BLITZ em 14 de maio, mas não podíamos esquecer do show em Sendai, que foi adiado devido ao desastre natural, e terminar a turnê desse jeito. Nós tivemos um tempo para ajeitar tudo, mas esta é A turnê final. Eu estava me sentindo desta forma no palco. Para o show de aniversário, nós tínhamos algo dos EUA. Eu também queria que este show servisse para refletirmos um pouco nossa história. Eu escutei o público dizendo que o show geralmente parece pequeno, e nós também sentimos isso. Nós tocamos 36 músicas e mais o encore, mas isso não foi tão difícil quanto esperava. Foi divertido.

Cure: 36?! Como vocês lidam com o show psicologicamente.
Mizuki: Eu vou para a academia. Na turnê de COLD BLOOD, eu me senti muito pesado para fazer as coisas que eu queria (risos). Então eu finalmente fiz dieta e perdi 9kg.

Cure: Isso é incrível!
Mizuki: Para perder peso, nós temos que trabalhar muito. Quando nós fizemos o show de aniversário de 5 anos, nós tocamos 35 músicas, e eu quase morri. Mas agora eu posso fazer mais. Eu realmente sinto diferença. Eu não fico mais cansado, e eu me preocupo se não estou fazendo o bastante (risos).

Cure: E você Kei?
Kei: Não foi tão difícil. Foi muito mais difícil ano passado, então eu estava preocupado com a performance deste ano, mas acabou dando tudo certo.

Cure: Qual a diferença entre o show do ano passado e deste ano?
Kei: A única coisa que eu posso dizer é que o local foi maior, e não estava tão quente. E claro, nós temos reunido nossos pensamentos para fazer caridade (para as vítimas do desastre) durante a turnê do COLD BLOOD. Isso faz com que nossa força seja maior neste show. Pessoalmente, eu sinto como esta fosse a turnê final. A turnê termina em Sendai, mas o evento de caridade começou no mesmo local que fizemos show aquele dia, então eu sinto como se isso fosse um motivo. A força que nós tivemos aquele dia foi a maior que tivemos.

Cure: Isso realmente vem em suas mentes?
Tsurugi: Eu acho que sim, também. Naquele dia, eu queria sentir o tempo. Eu não queria que acabasse, eu queria ficar mais lá, então eu tentei traçar os sentimentos do show no meu coração. Eu enviei minha consciência para todos ao longo do local. Claro que eu acordei, mas para sentir os sentimentos do público e o que eu senti dos diferentes olhos, eu fiz isso. Fisicamente não era difícil então minha cabeça estava trabalhando bem o bastante para que eu guardasse todas as memórias no meu cérebro.
Mao: Eu estava muito feliz por ter sido capaz de fazer um show no local que havia sonhado por tanto tempo. Para toda banda de Osaka, Nanba Hatch*, é um alto status. Este foi uma das vitórias que tivemos desde que formamos a banda, eu estava muito feliz por termos feito o show lá com os ingressos esgotados. Muitas pessoas de locais diferentes do Japão vieram para celebrar nosso aniversário. Nós sentimos muito amor.
* É um clube famoso de Osaka.

Cure: Eu vejo que vocês são emocionalmente envolvidos com este lugar.
Mao: Muito. Nenhum de nós tinha grande habilidade ou popularidade naquela época. Estes cinco caras estavam juntos e davam passos, um a um, e nós obtivemos todo esse sucesso nesses seis anos. Isso pode provar a força e conexão entre nós e o público. Nós sentimos muito isso.

Cure: Em outubro o maxi-single Rosario vai ser lançado. Esta vai ser a primeira criação passado o aniversário de 6 anos. Eu estou me perguntando como estas músicas serão.
Mao: Passado 6 anos, nós temos tentado encontrar o nosso melhor. Nós lançamos o COLD BLOOD este ano, e este foi o nosso melhor. Depois de dar forma ao nosso ‘melhor’ temos duas maneiras de fazer algo novo ou continuar cavando o que estivemos fazendo (no sentido de aperfeiçoar o que já existe)... Se eu tivesse que escolher, diria que essa música é nossa tentativa de fazer algo novo. Então você não precisa se preocupar sobre nós mudarmos o gênero ou a batida. Ainda será pesada (risos). Um álbum é muito importante para o artista, e nós não queremos terminá-lo com apenas uma turnê. E nós decidimos fazer algo novo com o que aprendemos com a turnê. Este single reflete o que estamos fazemos há 6 anos. Com o álbum e este single, nós vamos fazer uma turnê mais uma vez.
Aki: Nós gostaríamos de cuidar mais do COLD BLOOD. Eu não queria que ele ‘morresse’ antes de usá-lo mais uma vez. Eu entendo que muitas músicas vêm e vão todos os dias, mas nós queremos fazer cada música mais importante para nós.
Mao: Na turnê anterior, nós tivemos algumas músicas de antes, e nós aprendemos muito tocando as músicas antigas agora. Então eu gostei disso, eu estava confiante que nós fizemos as músicas do álbum muito melhor agora.

Cure: Esta vai ser a turnê para sentir o Sadie atual.
Mao: A turnê intitulada “Gather, the Pain of Rosario” tem um significado. Esse ano aconteceu um desastre e eu sabia que tinham muitas pessoas com seus corações feridos por isso. Nós queremos fazer um lugar para elas se reunirem (gather = reunir), para aqueles que foram afetados e para aqueles que têm a dor e a escuridão em suas mentes. Eu realmente espero que o show do Sadie seja O lugar para nós e para o público.


Tradução: Lauren Uruha

1 comentários:

  1. perfeita entrevista e a tradução de rosario tbm :D obrigado galera

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